“«Se bem a compreendo, explica que a ordem da cidade é incompatível com o prazer insaciável das mulheres.» – «Eu diria antes: o prazer desmesurado das mulheres. Mas o que propões é uma moral de homem. Quanto a mim, penso que todas essas ideias, a medida, a moral, foram inventadas pelos homens para compensarem a limitação do seu prazer. Porque os homens sabem de há muito que o seu prazer nunca poderá ser comparado com o prazer que nós experimentamos, que se trata de um prazer de outra ordem»” (id: 797).
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#17
"E compreendi então, mas talvez tenha sido mais tarde, ao sair deste sonho, que batia certo assim, que é a lei de todo o ser vivo, cada organismo procura apenas viver e reproduzir-se, sem malícias, os bacilos de Koch que tinham corroído os pulmões de Pergolesi e de Purcell, de Kafka e de Tchekov não alimentavam contra eles qualquer animosidade, não queriam mal aos seus hospedeiros, mas tratava-se da lei da sua sobrevivência e do seu desenvolvimento, do mesmo modo que nós combatemos esses bacilos com medicamentos que inventamos todos os dias, sem ódio, em vista da nossa sobrevivência, e a nossa vida vida inteira sobre o assassínio de outras criaturas que também quereriam viver" (id: 734).
#11
“Man lebt in seiner Sprache, escrevia Hanns Johst, um dos nossos melhores poetas nacionais-socialistas: «O homem vive na sua língua»” (id: 575).
#07
“Se o homem não é com certeza, ao contrário do que pretenderam certos poetas e filósofos, naturalmente bom, não é também naturalmente mau: o bem e o mal são categorias que podem servir para qualificar o efeito das acções de um homem sobre outro; mas são (...) fundamentalmente inadequadas, senão inutilizáveis, para ajuizarmos do que se passa no coração desse homem” (Littel, 2006: 537-538).
LITTEL, Jonathan (2006). As Benevolentes. Tradução de Miguel Serras Pereira. Lisboa: Publicações Dom Quixote.
LITTEL, Jonathan (2006). As Benevolentes. Tradução de Miguel Serras Pereira. Lisboa: Publicações Dom Quixote.
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